segunda-feira, 10 de março de 2008

"E você, Juliano, você é o rei das mulheres!"

Faz tempo, mas nem tanto! Eu estava andando pela rua e passei na frente de uma creche. As crianças balançando, afrouxei a caminhada e me prendi na conversa delas que disputavam vários tipos de reinado... Até que a menina, até então calada, solta um:
"E você, Juliano, você é o rei das mulheres!"
E sendo sincera essa frase mudou o meu dia! Voltei pra casa sorrindo e pensando "Por que uma menina de aparentes 4 anos diria isso?" Quais eram os motivos dela pra achar isso? Será que o Juliano vai continuar sendo o rei das mulheres quando crescer? Ou será que vai virar o que as mulheres nem um pouco carinhosamente chamam de "cachorro, safado, sem vergonha"? Será que ele vai ser alvo de beijos carinhosos ou de objetos voadores? Mas eu não tenho bola de cristal pra saber do futuro de crianças que eu não lembro as carinhas sorridentes...

Mas o acontecido me faz pensar em outra coisa... se com 4 anos conseguimos discaradamente gostar de alguém pelo que ela é, por que quando a gente cresce muda? Por que a gente se mete em joguinhos de "eu não vou ligar pra ele", "eu tenho que ser difícil pra ele me dar valor", "como eu vou ser amiga de alguém que deixou meu coração em frangalhos?" e "se eu mostrar que me importo demais ele vai achar que já me conquistou"? Por que a gente quer moldar as pessoas pra elas se encaixarem no que a gente sonhou? Medo?!

Eu acho que o "eu não quero te magoar" dito numa tarde quente com sabor de desculpa é eufemismo pra "eu não vou deixar você me magoar". Eu acredito que tem sempre alguém que sai magoado e às vezes sou eu, às vezes é você. Ninguém é tão maravilhoso que chega a ser tudo o que você sonhou (e nem você será o sonho de alguém). Fato é que todos temos defeitos e manias, imperfeições físicas, comportamentais ou psicológicas. Tenho certeza de que a gente tenta muito mudar o outro ou, algumas vezes, se muda demais pelo outro. Mudar um pouquinho? Sim, isso é necessário pra se ter algo saudável com alguém.
Mas ainda tenho a convicção de que por algum motivo estranho a gente tem que gostar das pessoas com todos os defeitos de fábrica, aprender a perdoar os grandes erros e seguir em frente sem ficar cobrando e se baseando neles... Pra mim, a gente tem que se jogar de vez em quando, abandonar os joguinhos bestas, admitir pra si mesmo que você não é a última bolacha do pacote, ligar se der vontade (mesmo que seja com a mais esfarrapada das desculpas), não ter medo de ser o primeiro a admitir que adora ou o último a desistir de alguém...
A gente tem que se permitir gostar de vez em quando e com a intensidade que o nosso coração desejar e ouvir aquela vozinha que fala baixinho, baixinho quando nos deparamos com um sorriso ou um par de olhos... por que não?





Mas devo confessar que às vezes eu grito silenciosamente comigo "PÕE A PORRA DO TELEFONE NO GANCHO, LAIS!!! VOCÊ NÃO VAI LIGAR PRA ELE!"

3 comentários:

Anônimo disse...

Pexee q texto bonito!gostei do jeito q vc ta encarando as coisas...ñ se preocupe ngm é frigideira!! xDD
o mar é mto grande!!

haohaoahoahoa

ahh...juliano é meu outro nome nao sei se ja te falei...haohaoahoahoahoaha

bjooo

Unknown disse...

Sim!!! É isso!
Como diz o velho sábio chinês: "A mulher se casa esperando que seu marido mude, mas ele não muda. E o homem se casa esperando que sua esposa não mude, mas ela muda."

Anônimo disse...

Por mais q seja assim q nós gostaríamos de agir, não é assim q agimos. Por frescura? É, talvez...

Eu acho q seu texto toca em várias questões e q se eu ficasse falando de tudo, num ia terminar nunca.... várias coisas q não podem ser explicadas porque palavras não servem pra muita coisa.hahaha

To morrendo de dor aqui e a aula da Berna acabou de acabar e tá uma chuva doidona..

Um beijo pra Lais,

Bu